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OperaçãoPor Guilherme, fundador do ReparoPRO 10 de outubro de 2026 6 min de leitura

Como saber se o celular é roubado antes de comprar: o checklist da loja de seminovos e da assistência

Smartphone com lupa ao lado do símbolo do ReparoPRO, em vidro azul

Como saber se o celular é roubado? Consulte o IMEI na base de aparelhos impedidos indicada pela Anatel e confira se ele é o mesmo da caixa e da nota fiscal.

Na loja de seminovos e na assistência técnica, isso é só o começo: a lei cobra mais de quem compra para revender, e o que protege a loja é o registro de quem vendeu.

Em 2026, o furto de celular ganhou pena própria no Código Penal, e a pena da receptação aumentou.

Como consultar o IMEI do celular

O IMEI é o número que identifica o aparelho na rede das operadoras. É ele que a vítima bloqueia quando o celular é roubado, furtado ou perdido.

  1. Digite *#06# no aparelho. Os celulares com dois chips mostram dois IMEIs; anote os dois.
  2. Confira se o IMEI da tela é o mesmo da caixa, da nota fiscal e, nos modelos que têm, da bandeja do chip. Número diferente é motivo para parar a compra.
  3. Consulte cada IMEI na página de situação do celular da Anatel, que leva à consulta de aparelho impedido. A Anatel resume: "Pelo número do IMEI é possível saber se há algum registro de impedimento no aparelho".
  4. Tire um print do resultado e guarde junto com a compra.

No iPhone, há uma checagem a mais: o aparelho não pode estar ligado à conta Apple de outra pessoa. A Apple orienta a não ficar com nenhum iPhone usado até ele ser removido da conta do dono anterior. No Android, a conta Google cumpre o mesmo papel depois de uma restauração de fábrica.

O que a consulta do IMEI não mostra

A consulta só acusa o aparelho que já teve o bloqueio pedido à operadora. Um celular roubado ontem, cuja vítima ainda não registrou a ocorrência, pode aparecer limpo hoje.

Exemplo: um rapaz entra na loja oferecendo um iPhone 15 sem caixa por metade do preço, com pressa e sem documento. O IMEI sai limpo na consulta. Tudo no resto da conversa diz o contrário, e é o resto que a lei olha.

Por isso a consulta limpa nunca é a única prova. Ela vem junto com o documento de quem vende, o preço compatível com o aparelho e a conta Apple ou Google removida na sua frente.

Por que a loja corre mais risco que o consumidor

Quem compra para revender responde por receptação qualificada se "deve saber" que o aparelho é produto de crime. É o Código Penal, art. 180, § 1º, com pena de reclusão de 3 a 8 anos, e o § 2º diz que vale também para o comércio irregular, inclusive feito em casa.

O § 3º pune até quem não sabia, mas devia desconfiar: quem compra coisa que, "pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece", deve presumir que veio de crime. Um iPhone recente pela metade do preço, vendido por alguém sem documento, é exatamente esse caso.

A Lei 15.397, de 30/04/2026, aumentou a pena da receptação simples para 2 a 6 anos e criou pena de 4 a 10 anos para o furto de aparelho celular.

3 a 8 anos

pena de reclusão para o comerciante que compra ou vende celular que deve saber ser produto de crime

Fonte: Código Penal, art. 180, § 1º

O que registrar na compra do celular usado

A defesa da loja é provar que comprou de boa-fé e com cuidado. Isso se faz com papel, guardado:

o que registrar e por quê
O que registrarPor quê
Nome, CPF, endereço e telefone de quem vende, com documento com fotoIdentifica o vendedor se a polícia perguntar
IMEI da tela, conferido com a caixa e a notaProva que o aparelho é o mesmo que tinha origem
Print da consulta de impedimentoMostra que a loja conferiu no dia
Fotos do aparelho, frente, verso e tela de AjustesRegistra o estado e a conta removida
Assinatura do vendedor numa declaração de procedênciaColoca a afirmação "o aparelho é meu" no nome dele
Valor pago e forma de pagamentoAfasta a desconfiança de preço desproporcional

Exemplo: a polícia liga três meses depois perguntando por um Galaxy S23 comprado na loja. Com o CPF, o endereço, a assinatura e o comprovante do Pix, a loja mostra de quem comprou, quanto pagou e quando.

Pague por Pix ou transferência para uma conta no nome de quem vendeu. O comprovante liga o dinheiro à pessoa, coisa que o pagamento em espécie não faz.

Na assistência: o celular que chega para conserto

Na bancada, o alerta é o pedido estranho, não o aparelho. Quem pede para tirar a conta Apple ou Google, trocar a placa sem dizer o defeito ou "liberar" um celular bloqueado está pedindo um serviço que a loja não deve fazer.

Exemplo: o cliente deixa um Galaxy para conserto e pede só para trocar a placa, sem querer dizer o defeito. Antes de orçar, registre o IMEI na OS e consulte a situação. Se o aparelho estiver impedido, devolva sem fazer o serviço e anote na OS o motivo.

O IMEI na OS também protege a loja num caso comum: o cliente que diz, depois, que o aparelho devolvido não é o dele.

Checklist de entrada com o IMEIRegistre o IMEI, o estado e as fotos do aparelho na entrada, antes de abrir.

Como o ReparoPRO registra a compra

No ReparoPRO, a partir do plano Business, a compra de aparelho de cliente tem tela própria: você registra nome, CPF, endereço e telefone de quem vende, o IMEI, ao menos uma foto do aparelho e a assinatura do vendedor na tela. Na mesma tela, o app consulta o IMEI num serviço de verificação de bloqueio e mostra o resultado antes de você pagar.

O limite: a consulta do app tem um número de verificações por dia e não substitui a consulta da Anatel. Nenhuma consulta garante a procedência sozinha; o que protege a loja é o conjunto do registro. Na OS, o IMEI fica no cadastro do aparelho desde a entrada.

Registre cada compra de aparelho no ReparoPRO

Compra com dados de quem vendeu, IMEI, fotos e assinatura, e OS com o IMEI desde a entrada.

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Perguntas frequentes

Se a consulta do IMEI der sem restrição, o celular é legal?

Não necessariamente. A base só mostra aparelhos com bloqueio já pedido pela vítima à operadora. Por isso a consulta limpa precisa vir junto com documento de quem vende, IMEI conferido na caixa e preço compatível com o aparelho.

A loja pode exigir documento de quem vende o celular?

Pode. A loja decide as condições da própria compra e pode recusar quem não se identifica. Recusar um vendedor sem documento custa uma compra; aceitar pode custar o aparelho, o dinheiro pago e um processo.

Comprei sem saber e o celular era roubado. E agora?

Entregue o aparelho à polícia quando for pedido e leve o registro da compra, que é o que mostra a sua boa-fé. Cada caso é analisado pela Justiça; procure um advogado antes de prestar depoimento.

Posso desbloquear a conta Apple ou Google de um celular que o cliente diz que é dele?

Não. Só o dono da conta remove o bloqueio, com a senha dele ou pelo processo da própria Apple ou do Google com comprovante de compra. Contornar o bloqueio é serviço que a loja não deve fazer.

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