iPhone vitrine é, no mercado, o aparelho que ficou exposto em loja e tem pouco uso. Seminovo é o usado em bom estado, e recondicionado é o que passou por revisão e troca de peças antes de voltar à venda. Nenhum dos três nomes está na lei, e é isso que a loja de seminovos e de importados precisa entender antes de anunciar.
O cliente não compra o nome. Ele compra o que está escrito no anúncio, na nota e no termo de garantia.
O que quer dizer iPhone vitrine, seminovo e recondicionado
Os três termos são usados de jeitos diferentes por cada loja. A tabela mostra o uso mais comum e o que a loja precisa escrever em cada caso.
| Termo | Uso mais comum no mercado | O que escrever na venda |
|---|---|---|
| Vitrine | Exposto em loja, ligado várias vezes, pouco uso, às vezes sem a caixa original | "Aparelho de exposição, já ativado", marcas de uso e acessórios que acompanham |
| Seminovo | Usado por outro dono, em bom estado | "Usado", saúde da bateria, marcas e peças trocadas |
| Recondicionado | Revisado, com peças trocadas e testado | Quais peças foram trocadas, se são originais e quem fez o serviço |
| Novo | Lacrado, nunca ativado | Só use se for verdade |
Um iPhone importado entra em qualquer uma dessas categorias. A origem também é informação que o cliente tem direito de saber, junto com o idioma do aparelho e o carregador que acompanha.
Por que os nomes não protegem a loja
Como os nomes não estão na lei, o que vale numa reclamação é a informação dada ao cliente. O Código de Defesa do Consumidor exige que a oferta traga "informações corretas, claras, precisas, ostensivas" sobre as características e a garantia do produto (CDC, art. 31).
Exemplo: a loja anuncia um iPhone 14 como vitrine, e o cliente descobre em casa que a bateria está com 86% de saúde. Se o anúncio dizia só "vitrine", o cliente entende que o aparelho é quase novo e volta reclamando. Se dizia "exposição, bateria com 86%", não há o que discutir. Guarde um print do anúncio junto com a venda: numa reclamação no Procon, ele é a prova do que foi informado antes do pagamento, e o print do Instagram vale tanto quanto o do site.
O caso mais grave é vender usado como novo. Aí a oferta não foi cumprida, e o cliente pode exigir o produto anunciado, aceitar outro equivalente ou desfazer a compra com o dinheiro de volta (CDC, art. 35). iPhone já ativado não é novo, mesmo que esteja impecável.
A garantia do iPhone usado vendido pela loja
O aparelho usado vendido por empresa tem a mesma garantia legal de qualquer produto durável: 90 dias para reclamar, contados da entrega. O que tira um defeito dessa garantia é ele estar escrito na venda.
O Procon do Paraná orienta que, em produto de mostruário, a loja informe por escrito, na nota fiscal, quais defeitos ele tem. O cliente continua podendo reclamar de qualquer problema diferente dos que foram descritos.
90 dias
prazo de garantia legal do aparelho usado vendido por empresa, contado da entrega
Fonte: CDC, art. 26, II
Na prática: um iPhone vendido no começo de março pode voltar com defeito até o começo de junho. Se a loja escreveu "tela com risco no canto inferior", esse risco não volta; um Face ID que para de funcionar, volta.
Como anunciar o recondicionado sem problema
O recondicionado vende bem quando o cliente sabe exatamente o que foi feito nele. Liste as peças trocadas e diga se são originais.
Exemplo: um iPhone 13 chega com tela e bateria trocadas e é revendido como recondicionado. O anúncio certo diz "tela e bateria trocadas, peças não originais; Ajustes mostra aviso de peça desconhecida". O cliente que compra sabendo não volta reclamando do aviso.
Antes de anunciar qualquer iPhone usado, passe por esta lista e escreva o resultado na ficha do aparelho:
- Saúde da bateria, em Ajustes, Bateria. O número entra no anúncio.
- Histórico de peças e serviço, em Ajustes, Geral, Sobre. Peça trocada ou desconhecida entra no anúncio.
- Marcas na tela, na traseira e nas laterais, com foto de cada uma.
- Teste de Face ID ou Touch ID, câmeras, alto-falantes, microfone e carregamento.
- Acessórios que acompanham: caixa original, cabo, carregador.
- Origem: comprado no Brasil ou importado, e se o aparelho tem a certificação da Anatel.
Uma garantia maior que a legal, em termo escrito, é o argumento que o recondicionado tem e o seminovo comum não tem. A lei não obriga, mas o cliente paga por ela.
Termo de garantia grátisGere o termo da venda com o prazo, as peças trocadas e os defeitos já informados.Como registrar o estado do iPhone no ReparoPRO
No ReparoPRO, a partir do plano Business, cada aparelho tem uma ficha com a condição (lacrado, seminovo ou usado), saúde da bateria, IMEI, fotos e observações. A condição aparece na vitrine online da loja, e o termo de garantia da venda sai com o IMEI e o prazo impressos.
Vale saber: o app registra o que a loja informar. A frase sobre peças trocadas e defeitos é escrita pelo vendedor, aparelho por aparelho, e é ela que protege a venda. Para conferir se as peças são originais antes de comprar, veja o guia como saber se o iPhone é original.
Anuncie seus seminovos com a ficha completa
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